Enquanto não sai a tão esperada nota do exame, tenho tentado distrair-me.
Este fim-de-semana, a escolha da sessão de cinema foi “Surrogates“.
É um filme que nos põe a questionar sobre o rumo da humanidade.
Retrata pessoas que, isoladas nas suas casas, vivem a vida através dos seus “substitutos” - robôts em forma de figuras humanas, que elas próprias escolhem o rosto, o corpo, o estilo – claro está que a aparência física e o look são valorizados ao máximo. Na rua são magros, giros e comunicativos, em casa oh tristes “depressivos“.
Através da tecnologia as pessoas esquecem-se quem são e o que são.
Acho que o filme não está assim tão desfasado de uma realidade que se está a instalar na nossa sociedade, uma sociedade de pessoas solitárias… que se refugiam em casa…e estabelecem relações através da internet, das redes sociais e onde muitas vezes escondem a sua identidade e constroem um perfil que não corresponde à verdade.
Na minha opinião, embora as novas tecnologias sejam um beneficio para a sociedade, não devem ser levadas ao extremo, de que a vida não vale a pena ser vivida, porque vale… mesmo com todos os problemas que cada um tem.
Não há vidas perfeitas, nem temos ninguém que nos substitua nos momentos maus pelo que temos que ser nós a assumir os riscos, lutar contra as frustações, enfim… sair à rua todos os dias…
