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Archive for the ‘Livros’ Category

“Na superfície do azul brilhante do céu, tentando a custo manter as asas numa dolorosa curva, Fernão Capelo Gaivota levanta o bico a trinta metros de altura.

E  voa…

Voar é muito importante,

tão ou mais importante que viver,

que comer,

(pelo menos para Fernão), uma gaivota que pensa e sente o sabor do infinito.

E verdade, que é caro pensar diferentemente do resto do bando,

passar dias inteiros só voando,

só aprendendo a voar,

longe do comum dos mortais

(estes que se contentam com o que são, na pobreza das limitações).

.
Para Fernão é diferente,

evoluir é necessário,

a VIDA é o desconhecido e o desconhecível.

Afinal uma gaivota que se preza tem de viver o brilho das estrelas, analisar de perto o paraíso, respirar ares mais leves e mais afáveis.

VIVER é conquistar, não limitar o ilimitável.
Sempre haverá o que aprender.
Sempre.”

("Fernão Capelo Gaivota" -Richard Bach)

liberdade

Fui... ...
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Histórias rocambolescas

Sabias que nunca houve uma escola náutica em Sagres?

Que D. Pedro, além de D. Inês, amou também o seu escudeiro?

Que frei Miguel Contreiras nunca existiu?

Que a morte dos Távora envolve sexo, mentiras e política?

Sabias que Vasco da Gama, herói das Descobertas, era temido por ser um cruel?

Eu não!!! Houvesse assim temas tão interessantes e de certeza que as minhas notas em História teriam sido melhores 🙂

Este tem sido o meu livro de cabeceira. O regresso a um bom velho hábito.

Reis loucos, num país de loucos que continua a ser governado por loucos!

Sinopse
Milagres que nunca existiram, um filho que bate na mãe, um irmão que bate noutro irmão, execuções e assassinatos num país de brandos costumes, heróis que afinal não foram assim tão bonzinhos, reis loucos num país de loucuras, aliados piores que o pior dos inimigos, batalhas vitoriosas com uma mãozinha divina ou grandes desastres militares, traições e conspirações de vão de escada, um rei com gosto por freiras, outro impotente que não conseguia satisfazer a mulher, um governo que nem cinco minutos durou, um atentado onde tudo correu mal e o visado saiu ileso, um ditador temível que resistiu 40 anos no poder até cair de uma cadeira de lona…
Podem parecer-lhe históricas anedóticas, falsas, absolutamente surreais. Muitas delas nunca nos foram contadas na escola. Mas fique a saber que são quadros bem reais e fazem parte dos nove séculos da História de Portugal.  (wook)

Histórias Rocambolescas da História de Portugal de João Ferreira

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Loucura ou mentira?

“Supõe que encontras um louco que te diz que é um peixe e que somos todos peixes.

Vais discutir com ele ?

Vais-te despir à frente dele para lhe mostrares que não tens barbatanas ?

Vais-lhe dizer de caras o que pensas ?”

todos somos peixes

 

.. – Se só lhe dissesses a verdade, aquilo que pensas realmente dele, isso queria dizer que aceitas ter uma discussão com um louco e que tu próprio és louco.

É exactamente a mesma coisa com o mundo que nos rodeia.

Se te obstinasses em dizer-lhe de caras a verdade, isso quereria dizer que o levavas a sério. E levar a sério, algo de tão pouco sério é perdermos nós próprios toda a nossa seriedade.

Eu devo mentir para não levar loucos a sério e para não me tornar eu próprio louco.”

in “O Livro dos Amores Risíveis” – Milan Kundera

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Fazes-me falta

“Um dia quase que saíste do meu coração…”

” Traías-me, traíste-me inúmeras vezes e nunca chegavas a tocar a fímbria da traição.

Diziam que eu te perdoava tudo.

Como se iludiam.

Nunca tive nada para te perdoar, vejo-o agora, com uma nitidez impossível. Gostavas dessa forma de intimidade rápida que é a discórdia.

E eu também. Éramos imperdoáveis, seremos imperdoáveis um do outro, cascos naufragados no negro incêndio do mar. ”

“Prefiro esquecer, esquecer-te até se preciso for, para viver como tu vivias, apreciando cada momento – sobretudo os dolorosos, pela lucidez que trazem como bónus – desta tão precária maravilha a que chamamos existência. Tantas vezes te aconselhei as virtudes do silêncio. Queria calar-te para te proteger.

Há poucas pessoas apetrechadas para a verdade – mesmo nós, quantas vezes não fechámos à chave umas verdadezitas mais cortabtes para não nos magoarmos?

Creio que me fazes – schiuuu! – assim, com um vagar de embalo, sempre que a voz da minha consciência (seja lá isso o que for) sobe o tom para me acusar pelo que não te dei. Creio sem crer, como um condenado.

Afinal de contas, não tenho nada a perder.

Mesmo que os anjos não existam, as asas com que te vejo, sentada na beira da minha cama, do cume enlouquecendo da minha insónia, ficam-te melhor do que todas as toilettes. Esforço a imaginação, estendo-a até aos teus dedos, mas não consigo mais do que um ligeiro raçagar de asas.

São lençóis que agito, bem sei – mas não me concederás a graça de transformar a fímbria do meu lençol na ponta dos teus dedos?”

Livro : “Fazes-me falta” – Inês Pedrosa

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The Lovely Bones

Estou ansiosa para ver o filme The Lovely Bones, o livro é simplesmente… inesquecível e difícil de ler.

Por diversas vezes, ficou na mesinha de cabeceira por falta de coragem para retomar a leitura, por diversas vezes reli passagens que já tinha lido, por diversas vezes senti um nó na garganta.

O livro “Visto do Céu” (Alice Sebold) retrata a vida e a morte, o perdão e a vingança, a memória e o esquecimento.

Susie, a narradora, é uma adolescente, que está morta quando o romance começa.É  do céu que começa a contar como ali foi parar, vítima da brutalidade de um pacato vizinho, que a violou, a matou, a cortou em pedaços, que depois distribuiu por vários locais.

É do céu que Susie começa a observar a vida na terra, a sua família, os seus amigos e tenta modificar o destino daqueles que ama.

Visto do Céu - A História de uma vida e de tudo o que vem depois

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Ama-se pura e simplesmente

Ano Novo, Categoria Nova:  LIVROS

“A Lei do Amor”  – Laura Esquivel

Uma história brilhantemente escrita, um CD de música para acompanhar e impressionantes ilustrações.

Um romance que nos transporta para outra dimensão: a dimensão da lei do amor – a única coisa para a qual afinal não existem leis.

Ama-se pura e simplesmente.

Este livro defende a teoria de que, se o ódio se instala entre duas pessoas a vida vai-se incumbir de as “passear” pelo tempo e pelo espaço quantas vezes for necessário até que consigam amar-se e fazer cumprir a “Lei do Amor”.

Este percurso é cheio dificuldades e obstáculos, onde se cruzam anjos e demónios, que não são mais que a personificação dos nossos anseios e dúvidas, que possibilitam ou dificultam a realização dos nossos sonhos.

Este romance fala-nos de ódio e de amor os sentimentos mais semelhantes que existem, e de como um se transforma no outro, sendo que o objectivo é o sempre o Amor.

Fabuloso!!!

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gato malhado e a andorinha sinhá

O mundo só vai prestar
Para nele se viver
No dia em que a gente vir
Um maltês casar
Com uma alegre andorinha
Saindo os dois a voar
O noivo e sua noivinha
Dom Gato e Dona Andorinha”

Jorge Amado

O livro tem um cariz moral muito forte.

Retrata um amor impossível, devido aos preconceitos (sociais, sexuais, económicos, culturais) e às “impressões” que por vezes se têm das pessoas, de as julgarem, sem as conhecerem.

Não se trata apenas de um conto infantil mas sim de uma lição de amor, tolerância e dificuldade de aceitação da diferença que encanta miúdos e graúdos.

Por se tratar de um Conto, descreve um Mundo de Fantasia que só os contos conseguem transmitir. 🙂

É um livro onde todos se revêm e que fala dos nossos sonhos, das nossas coisas, das nossas pessoas.       Porque me encantou, decidi partilhar…


A Manhã atrasou-se e não cumpriu a sua tarefa de sempre:

acordar o dia a horas certas.

Para não ser castigada pelo Tempo,

a Manhã contou-lhe a história que ouviu do Vento.

Falava do amor “impossível “entre um Gato Malhado e uma Andorinha chamada Sinhá.

Era uma vez…


…um gato malhado com um temperamento nada bom que bastava aparecer no parque para todos fugirem. Mesmo sabendo que o olhavam de lado,  ele lá ía andando com a sua vidinha com a indiferença habitual.

Com a chegada da Primavera, o Gato começou a notar que a Andorinha não tinha medo nem se afastava dele.

Andorinha Sinhá, que para além de bonita, era um pouco louca. Louquinha, fica-lhe melhor. Apesar de ainda frequentar a escola de pássaros, era tão jovem que os pais não a deixavam sair à noite sozinha com os seus admiradores mas, mesmo assim, ela já se armava em independente.

Orgulhava-se de manter boas relações com toda a gente do parque. Era amiga das flores e das árvores, dos patos e das galinhas, dos cães e das pedras, dos pombos e do lago. E também passou a ser amiga do Gato Malhado.

Foi o suficiente para que dali nascesse uma amizade, que se começou a aprofundar com o correr dos dias.

Durante todo esse tempo até poesias o Gato lhe escreveu e um dia acabou por lhe confessar:

Se eu não fosse um gato, pedia-te para namorares comigo.


Mas o amor entre os dois era proibido,

não só porque o Gato é “gato” e não “pássaro”, e para “pássaro” a Andorinha já estava prometida ao Rouxinol, mas também porque o Gato Malhado é visto com desconfiança.

No meio de tantos os dias, houve um dia em que a Andorinha desabafou com a Vaca e esta de imediato demonstrou o seu repúdio:

– Andas hablar con el Gato?

Piensas, loquita, en hacerlo realmente?

Por Dios, no seas tonta!

Falar espanhol dava-lhe status e cansaço, que cansaço! Continuou em português.

– Então tu não sabes que ele é um gato, um gato mau,

e que jamais uma andorinha pode

– sem com isso comprometer a honra da família –

manter relações, nem sequer de simples cumprimentos,

com um gato?

Que os gatos são inimigos irreconciliáveis das andorinhas,

que muitas e muitas parentas tuas pereceram

entre as garras de gatos como aquele!!

Malhados ou não!!

Prosseguiu com o sermão.

É um gato, e ainda por cima, malhado!


Como pensava ela, louca andorinha, em rasgar uma velha lei estabelecida, em passar por cima de regras consagradas pelo tempo, em fazer tal insulto aos seus amigos, dar tamanho desgosto aos seus pais?

E triste e de coração apertado, a Andorinha respondeu:

– Só por ele ser um gato

e ainda por cima malhado???

Mas ele tem um coração


como todos nós…”


Se quiserem posso disponibilizar o “texto”

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